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February 08 A loca sonora de Zabé brotou o CD "Bom Todo"
A pifeira mais famosa da Paraíba comemorou os 84 anos lançando o CD “Bom Todo”, pela Criola Records. Ela festejou a chegada deste `filho` fazendo o que mais gosta na vida: tocar. Com Zabé, que nasceu Izabel Marques da Silva, filhos e parentes que compõem a banda, desfilaram neste dia de festa, um repertório que passa pelo folclore brasileiro e inclui coco-de-roda, mazurca, violeiros, trios de forró pé-de-serra e, claro, a banda de pífanos e a rabeca.
O tempo foi passando e Zabé foi se identificando cada vez mais com o pífano. Até hoje, aos 84 anos, ela faz ecoar do seu pífano acordes de várias canções, maioria de domínio público, em plena loca, no alto da serra, local escolhido por ela para viver. Descoberta a cerca de sete anos atrás, Zabé, sua vida e sua arte são assuntos de revistas importantes no cenário nacional, como a Carta Capital e a Vida Simples. O lançamento de CD na Série Cantos do Semi-Árido, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) fez Zabé ganhar notoriedade seguindo, com seu jeito simples de ser, sempre com muita alegria e disposição. Zabé da Loca, como se apresenta para o mundo, já é considerada “patrimônio vivo da cultura popular e maestrina de um som que desafia o tempo”. Ela e a pedra situada no sítio Tungão, assentamento Santa Catarina, distante 19 km da cidade de Monteiro, que fica a 319 km da capital paraibana, tem uma relação que transcende qualquer capacidade de entendimento daqueles que não vivenciam aquela dura realidade. Com o primeiro CD “A Idade da Pedra”, felizmente Zabé deixa o anonimato para revelar seus dotes artísticos para o Brasil. Mulher de fibra - A história desta grande mulher, guerreira pela capacidade de lidar com as adversidades que a vida lhe pôs à prova, não se resume apenas à dedicação a um instrumento musical. É uma relação de amor que começou em 1930. De lá pra cá, o apego ao pífano virou mais adiante o instrumento gerador de renda de sua família com as tocadas em feiras e quermesses. Pernambucana de nascença e paraibana por adoção, Zabé, criou a família em meio ao árido cariri paraibano depois que teve sua casa desabada. Abrigou-se na pedra onde viveu por muitos anos e criou os dois filhos. Foi lá que ela decidiu se fixar com a aposentadoria deixada pelo marido Delmiro Marcolino que chegou à Paraíba atraído por uma gleba do INCRA. Cabe a nós, fã de Zabé, vibrar e torcer para que ela tenha vida longa sempre acompanhada do seu pífano. February 07 A nordestinidade do cantor Rosildo Oliveira em Portugal
A nordestinidade do cantor Rosildo Oliveira em PortugalArtista lança INTERIOR, oitavo CD de sua carreira
O cantor e compositor Rosildo Oliveira, pernambucano de Goiana e paraibano por adoção, vive hoje em Portugal e lança este mês o oitavo CD de sua carreira e o primeiro, inteiramente concebido em terras lusitanas. Interior reúne interpretação de Rosildo para canções de Djavan, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Nando Cordel, Dominguinhos e outras composições. Ele fala na entrevista exclusiva que segue, sobre música, trabalho, parcerias e o que é viver em Almeirim, cidade portuguesa, onde reside com a família e tem muitos amigos. Rosildo Oliveira continua buscando abrir espaços nos palcos da Europa para mostrar a nordestinidade de seu trabalho. Por todos esses oito anos ininterruptos ele dirige um programa de muita audiência na Radio Bonfim chamado Manhã Tropical.
1. Rosildo Oliveira, o que você traz no novo trabalho intitulado de INTERIOR? R.O = Trago o que nunca havia ousado fazer.Empresto minha interpretação a autores da MPB como Djavan, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Nando Cordel e Dominguinhos. Além de utilizar uma interpretação própria, uso a guitarra portuguesa, com seu timbre único, para fazer a diferença. Ela é tocada por Custódio Castelo, um dos maiores executantes desse instrumento aqui em Portugal e que também assina a produção do CD Interior 2. Porque Interior? R.O =Batizei de Interior, por vários motivos. Primeiro, por que sou filho do interior de Pernambuco – Goiana- e tirei do interior de minha alma as canções que interpreto. Os grandes músicos que deste trabalho participam são todos do interior de um país e de minha alma também. O Custódio Castelo é do interior de Portugal; Maninho de Goyanna é também do interior de Pernambuco, hoje reside em Açores e faz um violão muito especial e que ao meu ouvido soa como nenhum outro; e meu parceiro de 30 anos, Paulo dos Anjos, que também é de Goiana-PE e reside em Portugal a mais de 16 anos. Conto também com o precioso trabalho da atriz portuguesa Goreti Meca, dona de uma sensibilidade digna do interior. 3. Além do seu repertório, que musica brasileira você toca nos palcos da noite por- tuguesa? R.O = Não vou dizer que a noite aqui é rica em MPB, que é mentira. Vou tocando boas músicas na noite, mas, não posso fugir das canções tipo, antigos sucessos populares como: Luz e Paixão ou mesmo o Velho Calhambeque, de Roberto Carlos. Mas isso não impede de tocar Djavan, Caetano Veloso, Adeildo Vieira, Marcos Fonseca, meu repertório e tantos outros da MPB e MPB-Pb. 4. Já tem parcerias com musicos portugueses? Quem você destaca? R.O - Não posso negar que morar fora do eixo cultural (Lisboa-Porto-Coimbra) não dificulte o acesso aos grandes nomes da musica portuguesa, mas é aí que entra a Rádio Bonfim e nosso Manhã Tropical, que serve para unir o útil ao agradável, que é traçar conhecimentos com as feras da MPP-Musica Popular Portguesa. Quanto à parceria, tenho duas de grande importância: destaco Custódio Castelo, grande musico executante da guitarra portuguesa e a Margarida Guerreiro, que no seu mais recente disco de fado me fez o convite para cantar com ela à faixa De volta pro meu aconchego, do meu amigo Nando Cordel. 5.No seu repertório atual inclui fado? R.O – Não. Costumo dizer que “cada macaco no seu galho” e acredito que o fado não é só um estilo musical mas, um estado de vida.Estado esse que só o povo lusitano o sente. 6.Voce encontrou alguma dificuldade no cenário musical Português para se colocar enquanto músico estrangeiro? Que tipo de dificuldade? R.O – Claro, o que é bem normal. Como bem disseste, sou um estrangeiro. Tudo que é estranho custa conseguir deixar de ser. 7. Considerando a linha musical com a qual trabalha, de carater regional, qual a capacidade desta musica junto aos músicos portugueses que trabalham na mesma linha, de interferirem na cultura musical do País? R.O – É sempre o diferente e os músicos portugueses como os do mundo inteiro, respeitam nossa música pela riqueza de harmonia e a miscigenação rítmica que nossa música leva ao universo cultural. Tento usar todas influências de minha infância no interior de Pernambuco, onde o Maracatú se juntava com a Ciranda, Cabocolinhos e outras preciosidades e, assim, levam um pouco de minha gente na minha música. 8. Quantos discos voce têm e quantos já lançou em Portugal? R.O= Tenho oito discos. O ALpha (compacto-duplo) 1982, Rosildo Oliveira (compacto duplo) 1984, Meu Chão (LP) 1988, Coisas do Nordeste (LP-CD-Cassete)(BR) 1995 e Rosildo Oliveira a Caminho d’álem-mar (2000).Em Portugal lancei dois: Coisas do Nordeste (1997) e Pássaro Fugitivo (2003) e agora será a vez do primeiro CD todo concebido aqui que batizo de INTERIOR. 9.O que o público Português está absorvendo do nordestino Rosildo Oliveira? R.O - O que tenho demonstrado desde 1996 quando cá vim pela primeira vez: a nordestinidade da minha musica. Ela trás o Nordeste através de minha interpretação e forma de compor. Mesmo quando interpreto um compositor de fama, marco pela maneira própria de assim o cantar. 10.Qual a receptividade do seu trabalho em Portugal? R.O – Tenho tido uma boa recepção, apesar do desconhecimento de nossa música, digo: a boa musica do nordeste brasileiro. Não é fácil mostrar ao público português o que eles não conhecem, mas é essa nossa missão. 11. Além de compor, do que você tem vivido em Portugal? R.O - Vivo aqui da musica que faço com meu parceiro violão nas noites da Pizzaria Di Napoli, em Torres Novas, onde há mais de dois anos acompanho os jantares dessa malta que superlota todos os sábados neste gostoso lugar dirigido por um Português (Paulo Marques) e uma Baiana (Adélia Marques). Faço espectáculos nos festejos das localidades, que são muitas, junto com minha banda, formada, na grande maioria, por brasileiros e regida por Paulo dos Anjos. 12. É verdade que você tem um programa de rádio em Portugal que tem grande audiência? R.O. = Sim.Durante as manhãs, de segunda a sexta-feira faço animação num programa de rádio que chamo de Manhã Tropical. Já são seis anos completados no ultimo dia 21 de Janeiro. São 4 horas (8 às 12 horas), diárias de música e entrevistas e, segundo dizem, somos líder de audiência na região. Temos ouvintes em vários países da Europa, Brasil e Africa. Também através da Internet, no endereço www.radiobonfim.com , o público sintoniza nosso programa e assim tomo conhecimento, por telefone, que batizei do “telefone da amizade”, do índice de audiência. O telefone não pára de tocar. Recebemos ligações de várias parte do mundo. Está havendo boa aceitação. Assim ganho a vida em Portugal. 13. E os palcos da Europa são acessíveis para seu estilo musical? R.O = Vez outra viajo a países da Europa para mostrar o que acredito saber fazer: expressar minha nordestinidade. Já mostrei ao público da Inglaterra e breve será a vez da Alemanha, França, Holanda e Suíça. 14.Há quanto tempo está em Portugal? Que cidade? R.O- Vim pela primeira vez a Portugal em 1996. Em 1998 regressei para convencer a família a vim morar cá comigo, fato que só aconteceu em 2001. Sempre morando no Ribatejo, uma região agrícola de Portugal, precisamente na cidade de Almeirim e porque? Foi Paulo dos Anjos, o primeiro parceiro a descobrir essa terra e assim se fez à história. 15.Quando volta à Paraíba? R.O - Quando meu irmão LAU SIQUEIRA quiser, há, há,… sabes, é difícil nesse momento de construção de uma carreira na Europa, sair. É que não é tão fácil como parece. A luta é de fração de segundos a fracção de segundos. Não posso me dar o luxo de tirar férias, senão serei engolido pelo rolo opressor. Além do mais a grana é curta para passeio, apesar das saudades de amigos, da musica, da comida e do ar único do nosso Nordeste. Sem contar que minha mãe, Dona Marly, mora aí em Jampa e meu filho musico,o Luciano Oliveira, que tanto orgulho me dá, também. É o meu menino das percussões. Tenho aí também verdadeiros irmãos de profissão e vida: Marcos Fonseca (Cuscuz), Dom Mosca, o mimoso Glauco Andreza, Pedro Osmar, Luís Carlos Otávio e o grupo Voz Ativa, Déa, Paulo Ró, Fátima Silva, Pádua Belmont, Helinho, Genildo (Pé de Bombo), Sérgio Galo, Marcelo Macedo, Milton Dornellas, Ari do Roger, Paulinho Rabelo, Adeildo Vieira, Bebé de Natércia, Zé Guilherme e uma infinidade de grandes seres.
January 17 Tribo Éthnos: Um coletivo de artes integradasUma mistura de sons, ritmos musicais e dança é o que veremos na atração da Estação Nordeste no teatro de arena poeta Lucio Lins, na Praça da Paz, nos Bancários. O responsável por toda essa magia é a Tribo Éthnos que além de priorizar a música e a dança como principal expressão do seu trabalho, utiliza outras linguagens artísticas como artes gráficas, plásticas, literatura, fotografia, moda (indumentária e figurino) e quadrinhos.
São 18 anos de existência construindo uma identidade em busca de uma arte plural.O coordenador Vant Vaz afirma que a tribo “se orienta por princípios ideológico e estético que busca a inclusão de vários gêneros artísticos (sem distinção de “baixa” ou “alta” cultura) e utiliza tanto elementos populares como eruditos em defesa de um ideal filosófico”.
Nesta arte plural que a tribo busca “está o encontro entre culturas e raças dentro de um contexto humanista e na apreensão de reflexões e respostas para os dilemas das texturas culturais”. O repertório da Tribo “passeia pelo folclore, pela arte e música indígena e afro-brasileira, pelo Hip-Hop, Techno, cultura digital, Rock, música e arte nordestina, MPB, samba, ritmos caribenhos, jazz, música étnica e a world music num caldeirão mais plural.
E foi “passeando” um pouco por cada uma destas expressões que a Tribo Éthnos vem consolidando seu sonho de um dia poder juntar seu trabalho e idéias com o de outros artistas de outras nações e povos do mundo, passos já iniciados por países como a França, África, Holanda e Alemanha. “Conflictdasmarées”, lançado em 1995 e “Meddrooaavon”, em 2000 reúne os registros da complexidade desta Tribo Éthnos.
Por esses dois discos a tribo diz a que veio na cena musical paraibana e brasileira mostrando suas idéias musicais e visuais. Com o Musical “Urbanus”, apresentado em três períodos diferentes - 1994, 2001 e 2002 a Tribo Éthnos planejou transformar em uma ópera urbana mas a intenção de amadurecer o trabalho retardou um pouco os planos e mais recentemente concluiu a fase de pré-produção de seu mais novo projeto.
A tribo Éthnos surgiu na cena musical paraibana em 06 de março de 1990, precisamente em João Pessoa, capital da Paraíba e está na programação da Estação Nordeste, evento realizado pela Prefeitura de João Pessoa no período de quatro a 25 deste mês. A Tribo Éthnos divide o palco com o grupo Cabeça Chata. Aproveito para convidar todo mundo.
January 14 Eternamente,Gonzaguinha....Eternamente , Gonzaguinha......
Por Célia Leal
“Uma pessoa que durante a sua permanência conosco, contribuiu com a qualidade intelectual da música brasileira, sem, contudo perder a condição de ser Um Eterno Aprendiz,” tem que ser levada eternamente a sério. Estou falando do nosso amado Gonzaguinha. Cidadão do mundo, das causas sociais, dos gritos dos excluídos, da crítica social contundente. Ele continua vivo para muita gente.
Faço essa introdução pra lembrar deste ser humano, vitima de uma fatalidade, mas que seu legado, atualíssimo, nunca morrerá. Lembrar, sonhar, amar Gonzaguinha é de um prazer sem medida. Por isso me pergunto como um letrista de tanta beleza e profundidade musical é pauta de um programa como Som Brasil que passa na madrugada da Rede Globo. Um programa deste devia ser veiculado durante o horário nobre, para que pessoas de todas as faixas etárias pudessem ver. Felizmente eu vi, com sono mas não resisti a tanta beleza musical.O legado de Gonzaguinha me embalou na madrugada da última quinta-feira.
Foram sambas, baladas, românticas, sucessos interpretados por novos interpretes e por veteranos da MPB como a cantora Simone que se emociona e provoca arrepios com “Começaria tudo outra Vez” ao cantar com Daniel Gonzaga, o filho de Gonzaguinha. Um momento inesquecível. Fiquei em êxtase.
Sucessos como Nação, O que é, o que é; Lindo lago de amor; Feliz; Diga lá, coração; Espere por mim, morena; Petúnia Reseda; Sangrando; Não da mais pra segurar(Explode Coração); Começaria tudo outra vez; Eu apenas queria que você soubesse e Um homem também chora, desfilaram nas vozes de Simone, de Alvinho Lancellote (Grupo Fino Coletivo), de Adelmo Case(Grupo baiano Negra Cor).do pernambucano Junio Barreto além de Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e das Chicas.
Com tanta riqueza musical somos, infelizmente, obrigadas a ouvir involuntariamente nas rádios comerciais, o que há de pior. Não são musicas nem canções. São lixos que chamam de musicas e que agridem nossa sensibilidade, nossos ouvidos.Recuso-me a tamanha agressão porque eu e um montão de gente queremos “viver todo respeito; quer viver uma nação; quer ser um cidadão”.Salve Gonzaguinha. Salve a boa musica brasileira. November 22 MANTENDO A FIDELIDADE NA ROTA DE VINICIUS MANTENDO A FIDELIDADE NA ROTA DE VINICIUS
Quem esteve na ultima quarta-feira no Projeto Seis e Meia para prestigiar a cantora baiana Maria Creuza, viu que ela, a escolhida pelo poetinha Vinicius de Morais para divulgar sua musica mundo à fora, se mantem fiel ao repertorio. Clássicos da Musica Popular Brasileira (MPB) foram lembrados, cantados e repetidos pelos fãs que lá estiveram. Eu sei que vou te amar, canção que embalou vida de tantos casais apaixonados, recebeu o coro da platéia num contraponto com Maria Creuza recheado de muita emoção.
A declamação do Soneto da Fidelidade foi substituído pelo violino do musico paraibano com maestria mas a ausência da palavra ficou a dever. O Soneto da Fidelidade se faz indispensável junto à canção Eu sei que vou te amar que soou como peça romântica que marcou época e se reafirmou naquele momento vivo e marcante. Quem um dia não cantou ou cantarolou ao ouvido de alguém este hino dos apaixonados? Certamente muita gente que estava lá e, até hoje, jovens mais românticos não abrem mão deste sucesso da MPB. Eu sei que vou te amar é bandeira de gerações e vai – que bom ter essa certeza – se perpetuar pra toda vida. Saí de lá com essa certeza.
Músicas como Você Abusou, Todo o Sentimento, Da cor do Pecado foram repetidas naquela feliz noite de quarta-feira. Anos se passaram e Maria Creuza também incorporou, não só o repertorio de Vinicius de Moraes como o hábito de estar sempre acompanhado de um bom wisk. A cena foi reproduzida no show do Seis e Meia. Essa é a eterna musa do bom gosto musical que continua a se apresentar por aí espalhando a sua voz marcante também nas temporadas no exterior.
Maria Creuza surgiu no cenário musical quando tinha 15 anos participando de um canto orfeônico. Depois foi crooner do grupo 'Les Girls' – e presença segura em alguns programas nas rádios baianas tornando-se assim conhecida em Salvador. Teve um programa na TV Itapoá, intitulado "Encontro com Maria Creuza", que durou quatro anos e abriu as portas para a MPB.
Em 1965 conheceu Antônio Carlos (da dupla Antônio Carlos e Jocafi), com quem iniciava sua carreira de compositor e viria a casar, três anos depois, no Rio de Janeiro. Considerada a melhor intérprete do IV Festival Universitário, realizado em 1969, classificou-se em terceiro lugar com a música "Mirante" (Aldir Blanc e César Costa Filho). No mesmo ano, defendeu "Catendê" (Antônio Carlos e Jocafi) no V FMPB. Foi no final desse mesmo ano que conheceu Vinícius de Moraes.
Ele a convidou para participar de um show juntamente com Dori Caymmi, em Punta del Este, no Uruguai. O resultado deste show transformou-se em um disco que chegou às paradas de sucesso, em 1971, com "Mas que doidice" (Antônio Carlos e Jocafi). Com Toquinho e Vinícius de Moraes, ainda em 1971, Maria Creuza gravou o LP 'Eu sei que vou te amar' e fez uma temporada em Paris, França, Milão e Itália. A presença nos palcos foi ficando cada vez mais constante nos anos seguinte e ela se tornou a cantora preferida de Vinicius de Moraes e de todos os brasileiros. Salve Maria Creuza. Jornalistas blogueiros que curtem cultura de um modo geral
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